domingo, 21 de março de 2010

Artigo de opinião II. Importância do voto

Desde que foi derrubada a ditadura salazarista que o povo tem a oportunidade de votar livremente sem que os seus votos sejam alvo de boicote. Foi também nessa altura, momento em que uma Junta de Salvação Nacional governava provisoriamente o nosso país, que se registou a menor taxa de abstenção na história de Portugal sendo que, salvo erro, 91% dos eleitores accionou o seu direito de voto.
Era sem dúvida um exemplo brilhante a seguir numa altura em que o país tinha passado por um momento de enorme trovoada que foi a ditadura, contudo nunca mais foi registada uma corrida tão intensa às urnas como as eleições legislativas que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, bem pelo contrário já que, hoje em dia, é uma minoria que vota e que decide o futuro do nosso país e de todos nós.
Será então esta uma atitude de protesto, de comodismo, de falta de interesse ou simplesmente de não apetecer ao eleitor accionar um direito ou um dever, consoante a perspectiva? Em tempos de ditadura, onde não existe liberdade de expressão, muitos foram os que , mesmo correndo grandes riscos, lutaram para que hoje o direito ao voto livre seja uma realidade.
Hoje em dia é raro não ouvir diariamente na televisão, na rádio, nos cafés ou nas ruas, discussões onde o tema é o que tem de mudar na política portuguesa e qual o partido que deveria estar no poder. Se assim é, de que estão os portugueses à espera para que, no dia das eleições , que até são nos fins-de-semana, saírem de casa com as suas famílias, deslocarem-se à mesa de voto onde estão recenseados, fazerem uma X no partido que acha que deve governar e aguardar pelo vencedor? Porque criticar é fácil. Talvez nós, cidadãos, não possamos falar para o país diariamente da Assembleia da República, nem expor directamente as nossas ideias, mas podemos escolher quem irá falar por nós e quem tomará as medidas para o país. Porque uma coisa é certa, se não votarmos e se não escolhermos quem nos irá representar não podemos criticar nem protestar pois tivemos oportunidade de o fazer com uma X e a verdade é que não o fizemos.
O voto está “fora de moda” é certo, mas estamos em muito boa altura de mudar e não deixar que os outros escolham por nós o futuro do nosso país.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Relatório final do 2º período

Este relatório tem o propósito de fazer um balanço geral do nosso projecto desde o início do ano lectivo e, mais concretamente, da forma como pensamos que decorreu o 2º período.
Depois de um primeiro período praticamente limitado ao planeamento e planificação do trabalho, um trabalho mais teórico e prático, o segundo período foi de carácter mais prático, obviamente a parte mais entusiasmante, que consistiu na recepção das personalidades convidadas ainda no primeiro período, para além da conferência em si e da actualização do blogue.
Desta forma, o grupo, contra as provisões e probabilidades, trouxe à nossa escola figuras da vida política nacional como Dr. Santana Lopes, Dr. Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa e Dr. Paulo Portas, personalidades estas que consideramos ser, cada um, quem melhor representa o seu respectivo partido, respectivamente, ainda que seja um projecto não-partidário, pensamos que é absolutamente imprescindível, para assegurar a boa realização do mesmo, assim como o interesse dos alunos, a presença de cada partido dos principais.
É da nossa opinião que o projecto está a superar qualquer expectativa previamente planeada, visto que a presença destas celebridades era, até, desacreditada por grande parte da comunidade escolar. No entanto, o grupo sempre acreditou poder prosseguir o trabalho. Assim foi, e hoje a memória das suas presenças é uma realidade.
Estas conferências realizaram-se sem grandes problemas, facto que estamos muito contentes, pois não deixa de ser um indicador da boa organização das mesmas. A organização de fácil nada teve, as semanas em que uma personalidade se dirigia à escola revelaram-se muito exaustivas e trabalhadoras, apesar de tudo, deu-nos um enorme gozo em realizá-las. Desde o momento em que foi feito o primeiro contacto com os políticos até à sua chegada à nossa escola o grupo determinou a data e a hora das suas presenças, escreveu, imprimiu e colou cartazes, escreveu as apresentações de cada político, convidou turmas para as palestras sendo que nem sempre foi possível a presença de algumas turmas, organizou o anfiteatro com a colocação de algumas mesas e cadeiras e até mesmo com a reserva de lugares para a turma, comprou os lanches, que se tornou algo muito dispendioso e um obstáculo visto que maior parte dos dias estávamos num autêntica corrida contra o tempo, e ainda nos tivemos que confrontar com a solução de problemas impostos muitas vezes por simples má vontade de algumas pessoas.
Resumindo, o trabalho realizado no segundo período é um reflexo da organização do projecto e do esforço do grupo no primeiro período. Note-se ainda o facto das críticas destrutivas que recebemos, nomeadamente da presença e do comportamento do grupo no decorrer das palestras, às quais não temos qualquer intenção de atribuir qualquer importância. Contudo, dos alunos que, recorde-se apenas para eles fazemos tenção de agradar, temos recebido apenas elogios ou críticas construtivas quer ao trabalho realizado como ao tema que escolhemos, o que nos deixa muito contentes e com vontade de continuar o projecto, aparecendo agora novas ideias para alargar o projecto tanto a nível prático como burocrático.
É ainda importante salientar a intensidade que o projecto teve para conseguir assegurar a boa realização do projecto, visto que em menos de quatro semanas contamos com quatro conferências que poderiam perfeitamente encaixar-se em quatro meses. O calendário não era, pressupostamente, definido pelo grupo mas pela disponibilidade dos convidados. Estamos muito satisfeitos pela forma como conseguimos lidar com a pressão dos acontecimentos. Temos projectos para o futuro, que, com certeza se realizarão, inclusive poderá existir uma ou outra boa surpresa.

Gonçalo Poejo, nº15
João Louro, nº16
Miguel Nunes, nº21

sábado, 13 de março de 2010

Artigo de Opinião I

O projecto Política Somos Nós já contou, até ao momento, com 4 participações de políticos reconhecidos no activo da política nacional. Políticos esses que foram escolhidas enquanto “representantes” dos maiores partidos portugueses. Foram quatro discursos bastante distintos, que deram oportunidade aos presentes de poderem analisar valores, ideais e princípios de cada político, representante de cada partido.

Salientando um ponto de vista por parte do Dr. Paulo Portas, “um partido político não é um clube de futebol”, quando se referia ao voto sistemático de um cidadão num partido. Um voto de lealdade ao partido, premissa infrangível do votante, que anula qualquer hipótese de escolha, sendo que o seu critério se resume unicamente ao seu partido. É precisamente este ponto de vista que irei abordar.

Nos períodos de eleições, especialmente aos jovens, existe uma grande curiosidade, de forma que surgem sempre questões como “em quem é que vais votar?”, ou “és de que partido?”. Sendo eu um jovem, posso afirmar que, pelo menos para já, não sou de nenhum partido, nem tenho grande vontade em escolher um partido que me obrigue a defendê-lo a todo o custo, seja a pessoa A ou B que o lidera, defendê-la no matter what. Tenho os meus ideais, obviamente, e todos nós tendemos mais para a esquerda ou mais para a direita, uns chegam aos extremos, outros centram-se mais. É natural e ainda bem que assim é, ainda bem que existe liberdade de escolha e que possamos todos debater qualquer assunto. Eu considero que opto por uma liberdade de escolha a nível pessoal, existem demasiadas situações para que me limite a um ponto de vista, de um partido. Esta ideia foi-me ainda mais esclarecida e consolidada após as conferências. Posso concordar com um ponto de vista do Bloco de Esquerda numa determinada situação, e com o CDS-PP noutra, e ser mais centro. Posso ser mais de direita, e concordar com visões mais de esquerda, ou vice-versa.

É mais que natural identificarmo-nos mais com um partido, mas não quer dizer que seja o nosso partido. Temos liberdade de escolha e não acho que seja obrigatório escolher um partido que nos guie, podemos guiar-nos por nós próprios, e votar em cada eleição naquela pessoa ou partido que achemos que melhor defenda os nossos próprios valores.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Palestra do Doutor Paulo Portas

Foi com muito entusiasmo e determinação que decorreu a quarta palestra do grupo "Política somos nós", no âmbito da disciplina de Área de Projecto.

Tal como os anteriores convidados, também o Dr. Paulo Portas é um político com bastante popularidade que, muito simpaticamente, acedeu vir à nossa escola para conversar um pouco com toda a comunidade escolar que o recebeu com bastante entusiasmo, deixando o nosso convidado muito à vontade.

Pouco passava das 15:30 quando o actual líder do CDS/PP chegou, acompanhado pelo seu assessor, prontos para cerca de uma hora e meia de palestra. Antes de iniciar a palestra, deslocou-se ao bar da nossa escola onde bebeu um café e conviveu descontraidamente com os membros do nosso grupo e com alguns professores.

Em seguida, acompanhámos o Dr. Paulo Portas até ao anfiteatro onde o esperavam cerca de 90 alunos que encheram por completo o habitual local das nossas palestras, recebendo o antigo ministro da Defesa com um fortíssimo aplauso. Depois de toda a gente se sentar e preparar para o grande momento, os membros do grupo apresentaram os factos mais marcantes da vida profissional do nosso convidado.

Seguiu-se uma pequena dissertação do Dr. Paulo Portas onde, recorrendo a um discurso simples e acessível a todos os presentes e usando uma retórica cativante, explicou os porquês da falta de interesse dos jovens na política recorrendo, por vezes, à história passada do nosso país para explicar certos factos da actualidade. Falou do seu partido, do actual estado político e económico de Portugal e, especialmente, das suas vivências e da sua vida no mundo da política, focando todos estes assuntos com bastante clareza, o que despertou rapidamente o interesse da plateia.

De seguida, foi aberto o já habitual tempo para as questões colocadas pelos presentes ao respectivo convidado que respondeu prontamente a todas, mesmo às mais delicadas, como a abordagem de um aluno ao caso dos submarinos. Como sempre, foram colocadas questões bastante inteligentes e pertinentes, o que julgamos ser um motivo de orgulho para a nossa escola. O balanço foi muito positivo, como tem sido com todos os convidados.

No final da palestra, o Dr. Paulo Portas abandonou o anfiteatro sob um forte aplauso dos alunos presentes. Ainda disponibilizou algum do seu tempo para se deslocar à sala kazul, onde o esperava um pequeno lanche e, descontraidamente, ainda se prestou a esclarecer algumas dúvidas que lhe foram colocadas informalmente. Por fim, acompanhámos o Dr Paulo Portas até ao portão da escola, onde o aguardava o seu motorista.

Realizada mais uma palestra, fica-nos a sensação de novo sucesso e de nova vitória para o grupo que se esforçou bastante para que tudo, até agora, decorresse de forma positiva. Este trabalho, tal como esperávamos, está a envolver toda a comunidade escolar, e os elogios têm sido muitos, para nossa satisfação. Estamos a meio do ano lectivo e sentimos que já concretizámos parte de um projecto que, de ínicio, nos parecia demasiado ambicoso. O entusiasmo inicial cresceu e acreditamos que, daqui para a frente, vamos continuar a trabalhar e a investir neste projecto que se pode tornar ainda melhor.


Gonçalo Poejo
João Louro
Miguel Nunes