O projecto Política Somos Nós já contou, até ao momento, com 4 participações de políticos reconhecidos no activo da política nacional. Políticos esses que foram escolhidas enquanto “representantes” dos maiores partidos portugueses. Foram quatro discursos bastante distintos, que deram oportunidade aos presentes de poderem analisar valores, ideais e princípios de cada político, representante de cada partido.
Salientando um ponto de vista por parte do Dr. Paulo Portas, “um partido político não é um clube de futebol”, quando se referia ao voto sistemático de um cidadão num partido. Um voto de lealdade ao partido, premissa infrangível do votante, que anula qualquer hipótese de escolha, sendo que o seu critério se resume unicamente ao seu partido. É precisamente este ponto de vista que irei abordar.
Nos períodos de eleições, especialmente aos jovens, existe uma grande curiosidade, de forma que surgem sempre questões como “em quem é que vais votar?”, ou “és de que partido?”. Sendo eu um jovem, posso afirmar que, pelo menos para já, não sou de nenhum partido, nem tenho grande vontade em escolher um partido que me obrigue a defendê-lo a todo o custo, seja a pessoa A ou B que o lidera, defendê-la no matter what. Tenho os meus ideais, obviamente, e todos nós tendemos mais para a esquerda ou mais para a direita, uns chegam aos extremos, outros centram-se mais. É natural e ainda bem que assim é, ainda bem que existe liberdade de escolha e que possamos todos debater qualquer assunto. Eu considero que opto por uma liberdade de escolha a nível pessoal, existem demasiadas situações para que me limite a um ponto de vista, de um partido. Esta ideia foi-me ainda mais esclarecida e consolidada após as conferências. Posso concordar com um ponto de vista do Bloco de Esquerda numa determinada situação, e com o CDS-PP noutra, e ser mais centro. Posso ser mais de direita, e concordar com visões mais de esquerda, ou vice-versa.
É mais que natural identificarmo-nos mais com um partido, mas não quer dizer que seja o nosso partido. Temos liberdade de escolha e não acho que seja obrigatório escolher um partido que nos guie, podemos guiar-nos por nós próprios, e votar em cada eleição naquela pessoa ou partido que achemos que melhor defenda os nossos próprios valores.
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